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6 Lições que Você Nunca Viu Sobre a Criação do Homem

A criação do homem foi no sexto dia da criação, quando o Senhor deu vida a todas as criaturas que habitam a terra firme. Portanto, nesse dia especial, Ele realizou Suas duas criações mais significativas: o homem e a mulher.

Embora os peixes e as aves já estivessem presentes na criação, os mamíferos foram trazidos à existência nesse momento, incluindo o casal humano, que se tornaria uma parte essencial do mundo criado por Deus.

Nesse dia, a diversidade e a beleza da vida na terra atingiram seu ápice, destacando a singularidade e a importância do ser humano como coroamento da criação divina.

Assim, apesar da criação não se resumir apenas nos Humanos, quero trazer 6 lições importantes sobre a criação do Homem, o ser mais importante da criação.




A Criação do Homem

Acredita-se que o homem recebeu a vida de Deus, aproximadamente, no ano 4004 a.C. De todas as criações de Deus na terra, a espécie humana tem sido a única racional, e isso está ligado à forma pela qual Deus nos formou. Deus ordenou, e tudo foi criado. Foi assim que aconteceu:

“E disse Deus: Produza a terra seres vivos de acordo com as suas espécies: rebanhos domésticos, animais selvagens e os demais seres vivos da terra, cada um de acordo com a sua espécie. E assim foi.” (Gn 1:24)

É bom prestarmos atenção em uma passagem do texto, comparando-a com a outra: “Produza a terra seres vivos…” (Gn 1:24); “Deus fez os seres vivos…” (Gn 1:25). O fato é que muitas pessoas pregam, equivocadamente, que a terra fez todas as coisas (os evolucionistas), inclusive o homem. À luz da Bíblia, estão completamente errados os que pensam assim.

1. A criação do Homem à Imagem e Semelhança de Deus

Depois de todos os animais criados, Deus aconselha-se consigo mesmo:




“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.” (Gn 1:26)

E esse seria o projeto mais fascinante de Deus. Todas as outras coisas Deus ordenou, mas quando se tratou de criar o homem, o Criador preferiu fazê-lo com muito carinho, colocando um toque pessoal naquele que seria a coroa de Sua criação.

“Então disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão.” (Gn 1:26)

Notamos aqui uma revelação implícita da Trindade. “Façamos” e “Nossa” são palavras que revelam um “nós” dentro da Divindade.




2. A Imagem de Deus no Homem: Sua Natureza Imaterial

Deus cria os animais, o homem e a mulher no mesmo dia. O casal humano revelaria algo que nada na criação se igualaria: a capacidade de raciocínio. Deus os fez conforme a Sua imagem e semelhança, e compartilhou do Seu próprio fôlego.

A partir de então, o homem se tornou o único da criação com uma parte material e outra imaterial. Há duas teorias sobre a materialidade e imaterialidade do homem. Uma prega que o homem possui alma e corpo, e tem lá suas bases bíblicas.

Outros sustentam que o homem possui corpo, alma e espírito; conforme lemos nestes textos (1 Ts 5:23; Hb 4:12).

A questão da imagem de Deus no homem é muito interessante. Não significa que Deus seja igual ao homem em sua formação física, pois Deus é espírito (Jo 4:24). Isso significa que Ele é imaterial.




O homem possui a imagem e semelhança de Deus no que diz respeito ao seu ser imaterial. Ele foi separado do mundo animal e colocado como coroa da criação, conforme pretendido (Gn 1:26-28).

O homem foi criado como um ser racional, com o poder de criar, amar e fazer escolhas (Dt 30:19-20). Quando alguém escreve um livro, constrói uma linda casa, fabrica um carro, um navio, um avião ou um satélite, essa pessoa está revelando a imagem e semelhança de Deus.

3. A Imagem de Deus no Homem: Implicações Sociais e Morais

Nossa consciência também é um vestígio do nosso estado original no Éden, como imagem e semelhança da pureza de Deus. Toda vez que violamos a lei estabelecida, seja ela escrita na constituição do nosso país de origem ou em nossa “bússola moral”, nos reprovamos, pois temos consciência de nossos erros.

Por isso, aqueles que morrem sem lei serão julgados sem lei (Rm 2:2). Contudo, a justiça de Deus se revela no evangelho (Rm 1:17).




A vida social do homem também revela essa imagem e semelhança de Deus. A necessidade que temos de nos comunicar, fazer amigos, casar, abraçar, sorrir e até chorar revela uma partícula da trindade de Deus em nós, a comunhão entre pessoas distintas.

O primeiro contato de Adão foi com Deus, e Ele criou a mulher porque viu que não era bom que o homem estivesse só (Gn 2:18). E não precisou muito tempo para que o homem percebesse essa necessidade.

Apesar de trazermos em nós a imagem e semelhança de Deus, também trazemos as cicatrizes do pecado (Tg 3:9; 4:1). A queda de Adão trouxe morte espiritual a todos os homens (Rm 3:23; 5:12).

Todavia, as boas novas são que o estado original pode ser restaurado pelo triunfo de Jesus, o novo Adão, sobre o pecado e a morte (Rm 5:15-18; Ef 2:10).




5. O Propósito do Homem: Povoar e Cultivar a Terra

Deus abençoa o homem e lhe ordena: encher a terra por meio da procriação da raça humana (Gn 1:26-29) e cultivá-la (Gn 2:15). O trabalho é um dom de Deus (Ec 2:24; 3:13; 5:19).

Os primeiros humanos são apresentados nas escolas como totalmente extrativistas, ou seja, vivendo do que a natureza produz. No entanto, a Bíblia deixa claro que o homem foi colocado no jardim para cultivá-lo e guardá-lo, como mencionado anteriormente.

O homem sempre trabalhou, mas isso não significa que ele trabalhava de forma intensa. Talvez a expressão “cultivar” se refira a um contato primitivo do homem com a natureza para administrá-la.

A Bíblia afirma que ele vivia de ervas, coletando o que havia na terra, mas, claro, não podemos entender como um extrativismo puro (Gn 1:29). Caim era lavrador do campo, enquanto Abel era pastor, dando a entende que a agricultura e a pecuária sempre esteve junta ao homem desde a sua criação (Gn 4:2).

Antes, nos dias de Adão, as pessoas não tinham permissão de Deus para se alimentar de outra coisa além das ervas da selva, seus frutos e sementes. Eles tinham ervas e seus derivados pela manhã, à tarde e à noite.

Parece que os animais só eram usados em cerimônias de sacrifícios (Gn 4:4). Abel trouxe a Deus as primícias do rebanho. Talvez ele usasse a lã ou tomasse leite, mas a carne era proibida.

“Disse Deus: Eis que dou a vocês todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês.” (Gn 1:29)

A permissão oficial para se alimentar de carne foi dada nos dias de Noé, quando ele saiu da arca com sua família e os animais (Gn 9:3-4).

“Tudo o que se move e vive servirá de alimento para vocês; assim como lhes dei as plantas verdes, agora lhes dou tudo. Mas não comam carne com vida, isto é, com seu sangue.”

6. O Homem como Coroa da Criação

O ser humano é reconhecido como a coroa da criação, por possuir a capacidade única de exercer domínio sobre as demais formas de vida. Nenhuma outra criatura é capaz de igualar a nossa inteligência e habilidades.

Utilizando nossa inteligência, realizamos grandes feitos, como a escrita, o avanço da medicina, o desenvolvimento de tecnologias e até mesmo melhorias genéticas.

No entanto, devemos ter cuidado para não interpretar erroneamente esse privilégio como uma licença para interferir indiscriminadamente no curso natural das coisas.

Embora tenhamos a capacidade de realizar feitos incríveis, é importante reconhecer que estamos diante de uma posição gloriosa na presença de Deus. Devemos utilizar nossos dons e habilidades de forma responsável, em harmonia com os princípios divinos e em respeito à ordem estabelecida por Ele.

Assim, poderemos desfrutar plenamente da nossa posição privilegiada na criação divina.

Conclusão

Por fim, reconhecemos que o trabalho é um dom de Deus, e devemos cultivar a terra e utilizar seus recursos de forma responsável e sustentável. Devemos exercer nosso papel de mordomos da criação, cuidando e preservando o meio ambiente.

Assim, ao refletirmos sobre o sexto dia da criação, o Espírito Santo nos convida a valorizar a nossa posição como seres humanos, criados à imagem e semelhança de Deus. Devemos buscar viver de acordo com esse propósito divino, honrando a Deus em todas as áreas de nossas vidas e promovendo o bem-estar de toda a criação.

Que possamos entender a magnitude do amor e da graça de Deus ao nos criar como coroa da Sua criação, e que isso nos inspire a viver de forma digna desse chamado, buscando a santidade e a comunhão com o nosso Criador.

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Sobre o Autor

Mesequias Maadson
Mesequias Maadson

Sou acadêmico de Letras e Teologia, poeta, escritor publicado e autor de livro. Com vasta experiência na liderança da E.B.D. da minha igreja por 10 anos, também auxiliei por alguns anos o pastor vice-presidente do ministério. Apaixonado por estudar a Bíblia, compartilho meus conhecimentos por meio de redações e comentários sobre os textos da nossa lição. Além disso, sou compositor de canções românticas e espirituais, disponibilizando músicas para cantores.

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