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Crucificado com Cristo – Pregação em Gálatas 2:20

Esboço de pregação temática no texto de Gálatas 2:20 com o tema: Crucificado com Cristo.

Tema do sermão: Crucificado com Cristo

Texto desta Pregação: Gálatas 2:20

Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.

INTRODUÇÃO




No cenário bíblico, a cruz transcende sua forma física; ela representa sacrifício, abnegação, obediência e renúncia (Lc. 9:23).

Diferentemente de estar crucificado como Cristo, Paulo destaca que estamos crucificados com Ele (Gl. 2:20).

Enquanto somos tentados a descer da cruz, é nela que encontramos triunfo (Jo. 19:30).

A verdadeira glória na cruz de Cristo é acessível apenas para aqueles que verdadeiramente estão crucificados com Ele (Gl. 6:14).




Descubramos quatro lições fundamentais que um crucificado nos revela:

I. O CRUCIFICADO NÃO TEM PODER SOBRE SI

A. Não age conforme sua vontade (Rm. 6:6-8).

⁶ Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado.
⁷ Porque aquele que está morto está justificado do pecado.
⁸ Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos;

B. Morto para o mundo (Cl. 3:3).




³³ Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.

C. Nova criatura (2 Co. 5:17).

¹⁷ Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.

D. Propriedade de Cristo (Gl. 5:24).




²⁴ E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.

II. O CRUCIFICADO NÃO TOCA SEUS PÉS NA TERRA

A. Teologicamente, a salvação é uma libertação que eleva (Sl. 40:1-3).

¹ A minha alma estava abatida dentro de mim; lembrei-me, pois, de ti, desde a terra do Jordão, e desde os hermonitas, desde o monte de Mizar. ² As ondas me cercaram; todos os teus rigores e as tuas ondas passaram sobre mim. ³ Contudo, de dia o Senhor mandará a sua misericórdia, e de noite a sua canção estará comigo, uma oração ao Deus da minha vida.

B. Elevados às regiões celestiais em Cristo (Ef. 2:6).




⁶ E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.

C. Sabedoria na busca do alto (Pv. 15:24).

²⁴ O caminho da vida é para cima para o sábio, para que se desvie do inferno que está em baixo.

D. Exortação a pensar nas coisas de cima (Cl. 3:1,2).




¹ Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. ² Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra.

III. O CRUCIFICADO NÃO PODE OLHAR PARA TRÁS

A. Olhar para trás indica retrocesso espiritual (2 Pe. 2:22).

²² Desse modo, sobreveio-lhes o que diz este provérbio verdadeiro: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama.

B. A mulher de Ló como advertência (Lc. 17:32).

³² Lembrai-vos da mulher de Ló.

C. Perigo de voltar atrás (Hb. 10:38).

³⁸ Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.

D. Orientação para olhar à frente e para cima (Hb. 12:1,2).

¹ Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta. ² Olhando para Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.

IV. O CRUCIFICADO É LEVANTADO POR QUEM O CRUCIFICOU

A. Aqueles que crucificaram Jesus também o exaltaram.

B. Lutas e aflições que elevam no devido tempo (Rm. 5:2-5).

² Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. ³ E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência. ⁴ E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. ⁵ E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

C. Exemplo notável de José (Gn. 41:38-57).

³⁸ Então disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este, em quem haja o Espírito de Deus? ⁵⁷ Vinham, pois, todas as terras ao Egito, para comprar de José, porque a fome era extrema em todas as terras.

ILUSTRAÇÃO: O Poder Transformador da Cruz Assim como a cruz transformou a história da humanidade, ela tem o poder de transformar vidas individuais. Cada pessoa crucificada com Cristo experimenta uma mudança radical, uma nova identidade e propósito. É um testemunho vivo da obra redentora da cruz.

Conclusão: Crucificado com Cristo

Leoni Kasef, com profunda inspiração, proclamou:

“A realeza do céu é para aqueles que, na terra, não tiveram outro trono senão a cruz.”

Paul H. Holdcraft destacou que a cruz não é apenas o centro da teologia; ela deve ser o projeto de vida cristã. Ele afirmou:

“A cruz é um programa de vida, não apenas um ponto teológico.”

Paulo, em Gálatas 2:20, nos ensina que a renúncia é o imperativo divino para uma vida vitoriosa em Deus.

Horácio expressou sabiamente:

“Quanto mais o homem renuncia a si mesmo, mais se aproxima de Deus.”

George McDonald, ao falar da escravidão do homem pelo pecado, afirmou:

“O homem está escravizado a tudo aquilo que ele não pode abandonar, a menos que abandone a si mesmo.”

No caminho de Emaús, Jesus disse aos dois discípulos, conforme Lucas 24:26:

“Porventura não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória?”

Nossa tendência natural, como mortais pecadores, é desejar a glória sem padecimento, almejar a coroa sem passar pela cruz. William Penn expressou essa verdade com precisão ao dizer:

“Nenhuma dor, nenhuma palma; nenhum espinho, nenhum trono; nenhuma amargura, nenhuma glória; nenhuma cruz, nenhuma coroa!”

Mais esboços de pregações aqui.

Sobre o Autor

André Lourenço
André Lourenço

Formado em Teologia, Tecnólogo em Gestão da Qualidade, Professor de cursos de Homilética, Exegese e Hermenêutica, André ministra na EBD e escreve para a Biblioteca do Pregador. "Fico feliz em compartilhar meus conhecimentos aqui no Conselho de Pastor".

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