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O que os pastores precisam pregar sobre o inferno?

Os sermões sobre o inferno provavelmente não estão na lista dos dez principais temas desejados por uma congregação. No entanto, os sermões que mostram a realidade do inferno são necessários para a igreja de Cristo.

Primeiro, eles convencem o pecador quanto ao seu destino em sua atual condição espiritual. Em segundo lugar, os sermões sobre o inferno permitem que os salvos percebam o que exatamente eles estão evitando por sua fé em Jesus Cristo.

Davi compreendeu esta grande bênção ao escrever no Salmo 86:13, “porque grande é a tua benignidade para comigo, livraste a minha alma das profundezas do inferno.” 

A importância de pregar sobre o inferno

A pregação sobre o inferno é um tema que, embora possa ser desconfortável para algumas pessoas, é uma parte importante do ensino bíblico. Há várias razões pelas quais os pastores podem sentir a necessidade de pregar sobre o inferno:




  1. Alertar as pessoas sobre as consequências do pecado: O inferno é descrito na Bíblia como um lugar de punição para aqueles que se afastam de Deus e seguem seus próprios caminhos. A pregação sobre o inferno pode servir como um lembrete do destino final que aguarda aqueles que escolhem viver uma vida afastada de Deus.
  2. Encorajar as pessoas a se voltarem para Deus: A pregação sobre o inferno também pode ser usada para encorajar as pessoas a se voltarem para Deus e buscar um relacionamento com Ele. Quando as pessoas percebem a gravidade do pecado e a realidade do inferno, elas podem sentir um senso de urgência em buscar o perdão e a salvação em Jesus Cristo.
  3. Apontar para a misericórdia e graça de Deus: A pregação sobre o inferno também pode servir como um contraste poderoso com a misericórdia e graça de Deus. Quando as pessoas entendem a seriedade do pecado e a realidade do inferno, elas podem apreciar ainda mais a graça de Deus em oferecer-lhes a salvação através de Jesus Cristo.

No entanto, é importante notar que a pregação sobre o inferno deve ser feita com cuidado e amor. Os pastores devem evitar usar o medo ou a condenação para manipular as pessoas, mas sim apresentar a verdade bíblica de uma forma clara e amorosa, enfatizando sempre a misericórdia e graça de Deus.

Como o inferno é um conceito bíblico digno de discussão, aqui estão 4 coisas que os pastores devem incluir em seus sermões sobre este tópico:

1. O inferno é real

Como muitas vezes somos lembrados, Jesus fala mais sobre o inferno do que sobre o céu. Devemos tomar este tratamento como um aviso de que devemos estar sempre atentos ao tormento que espera uma pessoa que não aceitou Jesus Cristo como Salvador e Senhor.

Na história do homem rico e Lázaro encontrada em Lucas 16:19-31, nos é dito que o homem rico encontrou-se em tormento no inferno. Ele olhou para cima e viu Abraão e Lázaro ao longe e clamou por ajuda e misericórdia. Especificamente, ele acenou para “Lázaro mergulhar a ponta do dedo na água e esfriar minha língua, pois estou angustiado nesta chama”. Se apenas uma gota de água ajudasse o tormento em tal lugar, o grau de sofrimento é real e imensurável.




Além disso, não haverá pausa para a lamentação no inferno. O fato de que o sofredor não ter acesso a uma gota de água reflete que não haverá sono, paz e tranquilidade.   

2. O inferno é uma realidade para os perdidos

Nosso mundo está cheio de medos: medo do fracasso, desastres naturais, guerras e doenças. Mateus 10:28 diz aos não salvos “não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma”, mas “temei aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo”.

João, declara em João 20:15: “Se o nome de alguém não foi achado escrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo”. 

Além disso, na história do homem rico e Lázaro, o homem rico estava plenamente ciente da realidade do inferno. Ele implorou a Abraão que enviasse Lázaro “à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos para que ele os avise, para que não venham também para este lugar de tormento”.




A realidade da condenação eterna se instalou para o homem rico. Ele percebeu que sua incredulidade cimentou esse destino. Ele ficou tão consternado com sua condição que decidiu que seus irmãos teriam o mesmo destino, a menos que alguém interviesse em suas vidas.

O inferno não foi criado para nós, mas os pecados do mundo destinaram aqueles que morrem sem a salvação por meio de Jesus Cristo a este lugar de tormento. O “fogo eterno” foi “preparado para o diabo e seus anjos”. (Mateus 25:41)     

3. O Inferno é Eterno

A existência do inferno e seu tormento que o acompanha é interminável. Em Apocalipse 14:11, João disse que “a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre, e não têm descanso, nem de dia nem de noite, esses adoradores da besta e da sua imagem, e todo aquele que recebe a marca do seu nome”.

Os perdidos que passarão a eternidade em tormento terão todos os seus sentidos e faculdades. A dor e a miséria serão tão severas que “haverá choro e ranger de dentes”. (Mateus 13:50)




A dor não será apenas física, mas também mental. Em 2 Tessalonicenses 1:9, nos é dito, “eles sofrerão o castigo da destruição eterna, longe da presença do Senhor e da glória do seu poder”. O corpo físico queimará sem ser consumido, mas a maior parte da miséria será devida à ausência de Deus. Como Charles Spurgeon pregou, “não há comunhão com Deus no inferno”.

Ele foi mais longe e proclamou: “há orações, mas elas não são ouvidas. Há lágrimas, mas não são aceitas. Há gritos de piedade, mas todos eles são uma abominação para o Senhor”.

Abraão falou de outra separação dos habitantes do Inferno. Em Lucas 16:26, Abraão descreveu “um grande abismo foi estabelecido, para que aqueles que passarem daqui para você não possam passar, e ninguém possa passar de lá para nós”. Há uma grande fronteira separando o Inferno do Céu e da Terra. Ninguém é capaz de viajar do inferno ao céu ou do céu ao inferno.

A miséria do Inferno é eterna para os perdidos, assim como as bênçãos e bem-aventuranças do Céu para o crente.




4. Nossas provações atuais não são um inferno

O inferno é um assunto frequentemente falado em termos de nossa miséria vivida aqui na terra. Quando comparamos algo em nossa vida com o “inferno”, nosso público sabe exatamente nosso sentimento sobre o assunto.

No entanto, o crente sabe melhor do que minimizar qualquer coisa que possamos experimentar na vida ao relacioná-la com o “inferno”. As provações e tribulações em nossa vida não se compararão de forma alguma ao tormento e sofrimento daqueles que habitarão no inferno por toda a eternidade.

Em Mateus 7:13, lemos: “larga é a porta e fácil o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ela”. A pregação do Inferno pode não ser desejada, mas é crucial para um mundo perdido e moribundo.

Temos um céu a ganhar e um inferno a evitar colocando nossa fé em Jesus Cristo. Por isso, pastores e pregadores, não temam, mas fale sobre o inferno.




Sobre o Autor

André Lourenço
André Lourenço

Formado em Teologia, Tecnólogo em Gestão da Qualidade, Professor de cursos de Homilética, Exegese e Hermenêutica, André ministra na EBD e escreve para a Biblioteca do Pregador. "Fico feliz em compartilhar meus conhecimentos aqui no Conselho de Pastor".

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