Quem foi Moisés? 10 fatos importantes do grande líder e libertador do Povo de Israel

Estamos diante de um dos personagens do Antigo Testamento mais conhecido de todos os tempos, Moisés, o Grande Líder e libertador de Israel. Um dos mais notáveis ​​exemplos de liderança e humildade na Bíblia. Sua história transcende fronteiras religiosas, sendo admirado por cristãos, judeus e muçulmanos. Ele é, sem dúvida, uma das personalidades mais influentes do período pré-cristão. Sendo neste estudo bíblico vamos conhecer quem foi Moisés e os 10 fatos mais importantes de sua vida e história.

1. Moisés foi Guardado por Deus desde o seu nascimento

“Pela fé Moisés, já nascido, foi escondido três meses por seus pais, porque viram que era um menino formoso; e não temeram o mandamento do rei.” (Hebreus 11:23)

O nascimento de Moisés é um relato notável na história bíblica. Tudo começa após a família de Jacó se estabelecer no Egito, onde o povo de Israel começa a crescer e se multiplicar sobremaneira. No entanto, quase três séculos após a morte de José, um novo faraó cruel e tirano surgiu, marcou o início de um período de escravidão extremamente opressivo para o povo escolhido por Deus.

Neste contexto sombrio, Deus intervém de maneira surpreendente. Concedendo a uma israelita chamada Joquebede, um lindo bebê (Êxodo 6.20). Para proteger seu filho da sentença de morte imposta aos meninos daquela época, Joquebede toma uma decisão. Ela coloca o bebê dentro de um cesto de junco, o reveste com betume e piche, e o coloca nas águas do Nilo, confiando no cuidado do Deus de Israel.




Aqui, Deus orquestra de maneira milagrosa o destino dessa criança. O bebê é encontrado e adotado por uma princesa egípcia, que o chama de Moisés. Esse ato de fé, ousadia e confiança em Deus é destacado pelo autor de Hebreus como um exemplo notável de como Deus protege e guia aqueles que Nele confiam. Deus protegeu e guardou essa criança, em cuja vida manifestaria Seu grande propósito de libertar Israel.

2. Moisés foi criado e educado no pálacio de Faraó

Após, a filha do Faraó, encontrar o bebê Moisés e, movida por uma compaixão, decide adotá-lo como seu próprio filho. A questão que se coloca é: de onde veio essa compaixão no coração da Princesa?

A ironia se aprofunda ainda mais quando a rainha, incapaz de amamentar a criança, busca uma ama para cuidar do bebê e acaba contratando ninguém menos do que a própria mãe biológica de Moisés, Joquebede, como ama (Êxodo 2:8, 9).

Assim, Joquebede e Anrão, que inicialmente não puderam mais esconder e cuidar de seu filho, agora não apenas têm a oportunidade de criá-lo, mas também são remunerados por isso. Contudo, depois de crescido o menino, sua mãe o entrega no palácio para a filha de Faraó, como havia sido combinado.




O aspecto mais interessante desta situação é que Moisés, o futuro líder que um dia libertaria os israelitas da escravidão egípcia pelo poder de Deus, é educado e treinado pelo próprio povo que ele um dia derrotaria.

Essa série de eventos ilustra vividamente como Deus trabalha de maneiras misteriosas e surpreendentes em nossa jornada.

O filho adotivo de uma princesa deveria, naturalmente, receber uma educação principesca. Assim, Moisés recebeu instruções nas artes militares, educação e diversas ciências do Egito, como registra Atos 7:22. Imerso na cultura elevada da época, conhecendo as complexidades da corte, sem nunca perder de vista suas origens e tradições, conforme destaca Hebreus 11:24.

3. Moisés carregava consigo valores espirituais

Moisés era alguém que possuía valores espirituais profundos, conforme registrado em Hebreus 11:25. Suas escolhas e decisões ao longo da vida revelam o que estava enraizado em seu coração. Esse princípio é universal e aplica-se a todos nós: nossas escolhas refletem nossos valores, e não há escapatória disso.




Uma das escolhas mais interessantes de Moisés dizia respeito a duas opções aparentemente opostas. Ele poderia continuar desfrutando do prestígio e do status de príncipe no palácio egípcio, ou poderia optar por compartilhar a aparente insignificância momentânea de ser um escravo junto com o seu povo.

Isso nos leva a uma reflexão: se estivéssemos no lugar de Moisés, o que escolheríamos? E, mais importante, por que ele fez essa escolha?

O autor de Hebreus nos fornece uma resposta clara: Moisés fez essa escolha movida pela fé, como mencionado em Hebreus 11:24 e 25.

Ao tomar essa decisão, ele estava disposto a abrir mão temporariamente de seu futuro, pois logo teve que fugir das consequências de suas ações. Era como se estivesse renunciando a uma carreira brilhante em favor de algo que ainda não estava claramente definido. No entanto, Moisés acreditava firmemente que Deus tinha algo melhor reservado para ele no futuro, e isso era motivo de celebração.




Essa decisão não foi fácil, mas ilustra vividamente o desafio de fazer escolhas de acordo com o que é correto e com os valores espirituais. Moisés nos ensina que tomar decisões desse tipo não requer apenas fé, mas também alicerces sólidos em valores que transcendem as recompensas temporais e buscam o que é verdadeiramente significativo.

4. Moisés foi o libertador do povo de Israel

Moisés, foi o grande “Libertador” do povo de Israel (Êxodo 3:10), um título que ressoa em toda a sua história. Quando já havia se tornado um homem, os historiadores sugerem que ele ocupava cargos de destaque na esfera civil e militar no palácio.

No entanto, algo notável aconteceu: desde a infância, sua mãe havia gravado profundamente em sua alma os princípios e valores de sua fé, de forma tão inegável que nem mesmo o esplendor e o fascínio do palácio, conseguiu apagar.

Moisés, sem dúvida, deve ter recebido posições altas na sociedade egípcia, o que, de alguma forma, o motivou para abraçar a missão de libertar o povo de Israel da cruel escravidão. Seu desejo de agir em prol desse propósito ficou evidente quando interveio em uma briga, matando um egípcio (Atos 7:24-25). No entanto, essa tentativa inicial, baseada na sua própria força e habilidades, acabou sendo um fracasso humilhante.




Quarenta anos mais tarde, após passar por um intenso treinamento e solidão no deserto, Moisés recebeu a visita de Deus, se revelando a ele em uma sarça ardente, lhe dando a garantia de que estaria ao seu lado, se ele obedecesse ao Seu chamado. Então, Moisés retornou ao Egito com autoridade e com sinais que vinham de Deus, determinado a cumprir a missão que anteriormente havia fracassado, quando confiara somente em si mesmo.

Essa jornada de Moisés tem paralelos notáveis ​​com a figura de Cristo. Assim como Moisés tirou o povo de Deus do poder das trevas para a maravilhosa luz, como destacado em 1 Pedro 2:9.

Cristo também é reconhecido como o verdadeiro Libertador espiritual que nos conduz da escuridão para a luz do Evangelho.

5. Moisés foi um Legislador e Juiz

Moisés desempenhou também a função de um “Legislador e juiz” conforme Hebreus 11:28. Sua influência e papel na história de Israel vão além de ser apenas um libertador. Ele foi o instrumento escolhido por Deus para uma tarefa monumental: transformar uma nação de escravos em uma sociedade organizada, com um propósito claro de servir e adorar ao Senhor.




A missão de Moisés não se limitava a guiar o povo para fora da escravidão, mas também envolvia a organização desse povo como uma nação distinta. Isso não é apenas territorial, mas também leis que regessem a vida civil e religiosa da nação. Foi por meio de Moisés que Deus providenciou essas leis e converteu o povo até a fronteira da terra prometida.

Durante os quarenta anos que ele passou com o povo no deserto, Moisés apenas não liderou, mas também enriqueceu a nação com obras literárias notáveis. Como a autoria do Pentateuco, o Salmo 90, também alguns estudiosos sugerem que ele pode ter escrito o livro de Jó. No entanto, o seu legado mais marcante foi a instituição de estruturas sólidas, civis e religiosas.

O cerne desse legado foi o pacto fundamental entregue por Deus por meio de Moisés: os Dez Mandamentos. Esse pacto complementou o pacto original de Deus com a humanidade, previsto por meio de Abraão (Gênesis 12:1-3).

É impossível apagar a importância e o valor de Moisés para a história de Israel e, por extensão, para a civilização como um todo. Nas mãos de Deus, ele se tornou o arquiteto de um sistema de supervisão que serviu de inspiração para muitas civilizações ao redor do mundo.

6. Moisés foi o maior profeta do Antigo Testamento

“E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o SENHOR conhecera face a face;” (Deuteronômio 34:10)

Moisés, é lembrado como o maior profeta do Antigo Testamento, cuja voz ecoava em nome de Deus. Bem sabemos que a figura de um profeta não é alguém que necessariamente aguarda um convite; porém, é um enviado por Deus. Não necessitando de credenciais humanas, pois é comissionado diretamente pelo Criador.

Moisés se destacou como o profeta por excelência, proclamando e comunicando a vontade divina ao povo de maneira inigualável. Sua grandeza como profeta o transformou em um modelo para todos os profetas subsequentes, ao mesmo tempo que o prenunciava como um precursor de Cristo, como registrado em Deuteronômio 18:22 e Atos 3:22-23.

7. Moisés foi um sacerdote

Além de seu papel de profeta, Moisés também exerceu a função de sacerdote, embora não no sentido tradicional de oferecer sacrifícios. Sua função sacerdotal estava relacionada à mediação no relacionamento entre Deus e o homem.

Pois, inicialmente essa função sacerdotal tinha o propósito de servir como intermediário entre Deus e o povo (Êxodo 20:18-19). Foi o próprio povo que reconheceu à necessidade de um mediador na comunicação entre Deus e os seres humanos.

O papel do sacerdote, nesse contexto, envolveu uma mediação de mão dupla. Na dimensão ascendente, o sacerdote atuava como intercessor, atendendo as petições humanas a Deus. Ele representava o povo diante do divino, fazendo intercessões em nome deles. Por outro lado, na dimensão descendente, o sacerdote transmitia a palavra de Deus aos seres humanos, desempenhando o papel de proclamador das mensagens divinas.

8. Moisés foi íntimo Deus

“E falava o SENHOR a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo;” (Exôdo 33:11)

Poucos homens na história tiveram o privilégio de desfrutar de uma intimidade com Deus tão profunda e revolucionária quanto Moisés, como registrado em Êxodo 3:5. As Escrituras nos dizem que Moisés experimentou um relacionamento com Deus, que transcendeu os limites comuns. Deus falou com Moisés “cara a cara”, como alguém conversa com um amigo íntimo. Essa proximidade era algo extraordinário e belo.

Essa comunhão profunda com Deus teve um impacto tão profundo em Moisés que, quando ele desceu do Monte Sinai após passar quarenta dias lá pela segunda vez, trazendo consigo as tábuas da lei, seu rosto brilhava de maneira notável. Uma descrição mais precisa sugere que raios emanavam de seu rosto, como resultado dessa intimidade intensa e profunda com o Criador, como podemos ler em Êxodo 34:29.

Esse resplandecimento divino no rosto de Moisés foi tão marcante que o povo, ao vê-lo, ficou apreensivo em se aproximar dele, conforme narrado em Êxodo 34:30. A presença de Deus era tão evidente, que gerava temor e reverência.

Uma lição que podemos tirar desse relato é que a verdadeira comunhão com Deus tem o poder de nos transformar profundamente. Desconfie de quem alardeia comunhão profunda com Deus e continua andando da mesma forma. Pois, a verdadeira intimidade com Deus deve refletir em nossa maneira de ser e agir. Não existem alternativas para uma comunhão genuína e para uma jornada de andar com Deus.

É um convite para reflexão pessoal: como está nossa comunhão com Deus? Devemos lembrar que essa relação íntima com o Criador tem o potencial de nos moldar e transformar, impactando não apenas nossa espiritualidade, mas também nossas ações e nosso caráter.

9. Moisés foi um líder humilde

A humildade é uma virtude que se caracteriza pela consciência das próprias limitações e pela ausência de arrogância e orgulho, é uma qualidade silenciosa e profunda. Como diz o ditado, “quem é humilde não sabe disso”, e isso ressoa com a ideia de que a verdadeira humildade não se ostenta. Em vez disso, é o reconhecimento de que todas as virtudes vêm de Deus, não do ego humano.

Moisés, um dos maiores líderes ​​da história, é um exemplo notável de humildade. Embora tenha recebido uma autoridade imensa ao ser comissionado por Deus como líder da nação de Israel, ele não permitiu que essa autoridade subisse à sua cabeça. Moisés não se considerava superior aos outros, e nem mesmo agia de forma egoísta.

Robert G. Ingersoll, um escritor do século XIX, disse o seguinte: “se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder”. Nesse sentido, Moisés foi um excelente exemplo de humildade.

Mesmo com a grande autoridade que possuía, nunca se tornou orgulhoso ou autoritário. Pelo contrário, ele se alegrou quando Deus levantou outros israelitas como profetas (Números 11:24-29).

Quando seu sogro, Jetro, sugeriu que ele dividisse suas responsabilidades, Moisés humildemente aceitou o conselho (Êxodo 18:13-24). No final de sua vida, mesmo mantendo seu vigor, Moisés pediu a Deus que escolhesse um sucessor. Quando Deus declarou Josué como seu sucessor, Moisés o apoiou com todo o coração (Números 27:16-18). Em todos esses momentos, Moisés priorizou o bem-estar do povo em vez de sua própria autoridade.

A vida de Moisés é um testemunho de como a humildade é uma virtude poderosa, que não diminui a autoridade ou o impacto de um líder, mas, pelo contrário, enriquece sua influência e constrói relacionamentos sólidos com aqueles que são líderes. um exemplo notável de como a verdadeira grandeza é acompanhada pela humildade.

10. Moisés foi um grande líder

Moisés é um exemplo marcante de um verdadeiro líder, conforme mencionado em Hebreus 11:29. No contexto atual, caracterizado por uma carência de lideranças genuínas, sua história ressoa de maneira significativa.

Pois, vivemos em uma época que clamamos por líderes autênticos, e a falta de referências é evidente. A crise no Brasil e em outros lugares é amplamente atribuída à fragilidade das lideranças existentes. Nesse cenário, Moisés destaca-se como um grande exemplo de liderança eficaz.

Moisés liderou uma multidão colossal, composta por dois a três milhões de pessoas, durante quarenta anos, em condições extremamente exigentes e com recursos limitados, dependendo fundamentalmente da intervenção divina em sua jornada.

Ele compreendeu, como poucos, os desafios e as tribulações inerentes à liderança. Moisés derramou lágrimas, jejuou, lamentou, intercedeu e, ao final, foi impedido de entrar na Terra Prometida. No entanto, ele cumpriu seu propósito ao glorificar a Deus.

Conclusão

Para concluirmos, Moisés chamado por Deus com uma visão clara e inequívoca de que havia sido escolhido para marcar uma geração, servindo com humildade.

Alguém certa vez disse que os dois dias mais importantes na vida de um ser humano são o dia de seu nascimento e o dia em que descobre por que nasceu. Moisés foi alguém que compreendeu profundamente o propósito de sua existência e deixou uma marca indelével na história, tudo isso pela graça de Deus.

História completa de Moisés, na Visão de um Especialista

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Sobre o Autor

André Lourenço
André Lourenço

Formado em Teologia, Tecnólogo em Gestão da Qualidade, Professor de cursos de Homilética, Exegese e Hermenêutica, André ministra na EBD e escreve para a Biblioteca do Pregador. "Fico feliz em compartilhar meus conhecimentos aqui no Conselho de Pastor".

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