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7 Verdades sobre Satanás e seus Demônios

A presença de demônios tem sido uma fonte constante de fascínio e temor ao longo da história, encontrando expressão em diversas formas de mídia, como filmes e programas de TV sobre o paranormal. Essas representações muitas vezes exacerbam a natureza sinistra dessas entidades, criando narrativas que capturam a imaginação do público. No entanto, por trás das representações cinematográficas, persiste uma questão fundamental: os demônios são reais? Essa indagação não é apenas uma reflexão de enredos fictícios, mas uma questão que tem raízes profundas em várias tradições religiosas, sendo a Bíblia uma fonte central de compreensão sobre o tema.

Ao explorarmos a narrativa bíblica, emergem questões cruciais sobre a natureza dos demônios e seu impacto na vida humana. A Bíblia não apenas aborda a existência dessas entidades, mas também fornece orientações sobre como enfrentar e se proteger de sua influência. Embora aprender sobre demônios possa despertar desconforto, há uma necessidade premente de compreender as visões bíblicas sobre essas forças espirituais. Este conhecimento não se limita a um mero interesse acadêmico, mas carrega consigo a importância de capacitar a igreja de Cristo para se protegerem espiritualmente e enfrentarem os desafios espirituais que possam surgir em suas vidas.

Sendo assim, vamos conhecer neste estudo bíblico as 7 verdades sobre satanás e seus demônios.

1. Os demônios são anjos caídos

Às vezes, em nossos livros de teologia, afirmamos que o pecado entrou no mundo com a transgressão no jardim do Éden, mas uma queda ocorreu antes mesmo da queda humana. A serpente entrou no jardim vinda de fora, com mais interesse (Gn 3:1–2). Ela questionou a posse de Deus, insinuando que Ele estava escondendo algo bom de suas criaturas humanas. Mais tarde nas Escrituras, o diabo é identificado como “aquela antiga serpente” (Apocalipse 20:2).




Gostaríamos de entender mais sobre esse assunto, no entanto, devemos lembrar que a Escritura é dirigida a nós, e não aos anjos. O que sabemos é que Satanás liderou um exército de anjos rebeldes (Ap 12:7-8), que foram expulsos do céu. Esses anjos caídos são conhecidos como demônios, ou seja, os espíritos perturbadores.

Em resumo, a queda e a presença do mal têm raízes profundas, começando com a serpente no jardim e continuando com a rebelião dos anjos.

2. Satanás é o líder dos demônios

Satanás era um querubim que se desviou, e na batalha celestial, o arcanjo Miguel e seus anjos derrotaram a Satanás e seus seguidores (Apocalipse 12:7). Sendo vencido por um arcanjo poderoso.

Além dos nomes “Satanás” e “diabo”, as Escrituras usam vários outros termos para se referir a ele.




Millard J. Erickson fornece um resumo útil desses títulos menos frequentes, que incluem “tentador” (Mat. 4:3; 1 Tes. 3:5), “Belzebu” (Mat. 12:24, 27; Marcos 3:22; Lucas 11:15, 19), “inimigo” (Mat. 13:39), “maligno” (Mat. 13:19, 38; 1 João 2:13; 3:12; 5:18), “Belial” ( 2 Coríntios 6:15), “adversário” (1 Pedro 5:8), “enganador” (Apocalipse 12:9), “grande dragão” (Apocalipse 12:3), “pai da mentira” (João 8:44) , “assassino” (João 8:44) e “pecador” (1 João 3:8).

Estes termos destacam as diversas facetas da natureza maligna de Satanás.

3. Satanás e sua comitiva, possuem limitações

Satanás e os demônios são espíritos poderosos, mas eles não têm a capacidade de estar em todos os lugares ao mesmo tempo, saber tudo ou serem todos-poderosos. Quanto à onipresença, os demônios podem sair de uma pessoa e entrar em porcos, como registrado em Marcos 5:13.

No que diz respeito à onisciência, os anjos, incluindo os anjos caídos, não conhecem o momento exato do retorno do Filho do Homem, como indicado em Mateus 24:36.




Quanto à onipotência, nenhum anjo, governante ou poder tem o poder de separar um crente do amor de Cristo, conforme afirmado em Romanos 8:38.

É importante notar que, em alguns círculos cristãos, há uma tendência para exagerar o poder, o conhecimento e a presença diabólica. Essa compreensão equilibrada das limitações desses seres espirituais nos ajuda a manter uma perspectiva sólida e confiante em nossa fé.

4. Satanás deseja receber adoração

Muitas vezes damos ouvidos ao que o mundo nos diz: “Conforme-se!”, a carne nos diz: “Satisfaça-me!”, e o diabo nos diz: “Adore-me!” Existem evidências bíblicas que sustentam cada uma dessas ideias.

Falando sobre a última delas, a tentação de Jesus pelo diabo no deserto chega ao ápice com este convite em Mateus 4:8–9: “Novamente o diabo o levou a um monte muito alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua glória. E ele disse: ‘Tudo isso eu te darei, se você se prostrar e me adorar’”.




Essa é uma das grandes verdades sobre satanás e seus demônios, ele deseja receber adoração. No entanto, os leitores da bíblia sagrada, sabem que fazer isso é idolatria. Pois, significa adorar a criatura em vez de adorar o Criador, como nos alerta Romanos 1:24-25.

Contudo, é importante resistir essa tentativa de satanás, assim como Jesus resistiu e venceu, para manter nosso espírito direcionado adorando ao verdadeiro Deus.

5. A possessão demoníaca é real

Essa ideia de possessão demoníaca muitas vezes nos leva a lembrar daqueles filmes de terror, como O Exorcista, um clássico assustador. Contudo, alguns estudiosos questionaram o termo “possessão” para descrever o domínio de um demônio sobre uma pessoa. Esses estudiosos preferem usar o termo “demonizado” para descrever o homem apresentado em Marcos 5, em vez do tradicional “possuído por um demônio”. Eu concordo mais com a expressão “habitado por demônio”.

No exemplo de Marcos 5:1–20, Jesus permite que os demônios saíssem do homem e entrassem nos porcos (Marcos 5:10-13). Outro exemplo é uma parábola contada por Jesus sobre um espírito imundo saindo de uma pessoa. O espírito imundo volta para uma pessoa, comparada a uma casa, onde agora habitam os espíritos malignos que retornaram (Lucas 11:24-25). Ambos os casos utilizam imagens espaciais. No entanto, essa é mais uma das grandes verdades sobre satanás, que podemos afirmar que sim, a possessão demoníaca é real, devemos estar vigiando.




6. A opressão de satanás pode atingir os cristãos

Normalmente, pensamos que satanás não tem poder sobre a vida dos cristãos.

Teologicamente, parece difícil acreditar que um crente possa ser ao mesmo tempo a morada de um demônio e o templo onde o Espírito Santo habita (1 Coríntios 6:19 e 2 Coríntios 6:16).

No entanto, há razões para pensar que um crente pode ser demonizado, oprimido pela maldade demoníaca, como indicado em 1 Pedro 5:8-9.

Paulo também alerta os Coríntios sobre a possibilidade do diabo tentar um servo piedoso (2 Coríntios 12:7). A grande verdade descrita aqui é que sim, um cristão pode ser alvo da opressão maligna, por isso devemos estar em constante oração e jejum, para vencermos o maligno.




7. Satanás é um ser derrotado, Cristo venceu sobre ele

Essa última das verdades sobre satanás e seus demônios é a melhor notícia que poderíamos escrever aqui, sim, Cristo venceu sobre ele e seus adeptos. As Escrituras retratam Satanás como um ser derrotado, pois Cristo alcançou a vitória definitiva sobre ele no momento em que proclamou o impactante brado na cruz do Calvário: “Está consumado”.

Essa declaração profunda e poderosa, registrada no Evangelho de João (João 19:30), marca o cumprimento pleno da obra redentora de Jesus.

Ao proferir essas palavras, Jesus indicou que toda a obra necessária para a salvação da humanidade havia sido realizada. Ele havia enfrentado as forças do mal, triunfando sobre o pecado e a morte. A expressão “está consumado” também simboliza a quebra das cadeias do pecado e a abertura do caminho para a reconciliação entre Deus e a humanidade.

Um evento significativo que acompanhou essa vitória foi o rasgar do véu do templo. Conforme registrado nos Evangelhos (Mateus 27:51; Marcos 15:38; Lucas 23:45), o véu que separava o lugar santo do Santo dos Santos no templo de Jerusalém, se rasgou de cima abaixo no momento exato da morte de Jesus.

Esse ato divino simboliza a remoção da barreira entre Deus e as pessoas, antes acessível apenas ao sumo sacerdote no Dia da Expiação. Agora, por meio da obra redentora de Cristo, todos os crentes têm acesso direto a Deus.

Essa vitória sobre Satanás é comprovada em várias passagens bíblicas, como por exemplo em Colossenses 2:13-15. Destacando como Jesus despojou os principados e potestades, triunfando sobre eles na cruz.

Assim, a cruz do Calvário não apenas simboliza a derrota de Satanás, mas também representa a consumação do plano divino de redenção e a manifestação do amor incondicional de Deus pela humanidade.

Visão de um especialista sobre o conflito no céu e a queda de satanás

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Sobre o Autor

André Lourenço
André Lourenço

Formado em Teologia, Tecnólogo em Gestão da Qualidade, Professor de cursos de Homilética, Exegese e Hermenêutica, André ministra na EBD e escreve para a Biblioteca do Pregador. "Fico feliz em compartilhar meus conhecimentos aqui no Conselho de Pastor".

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